Após 10 anos, aumentam os índices de desigualdade de gênero em todo o mundo

simbolo de igualdade de gênero
Anúncios

Em meio à atual discussão sobre a importância dos direitos humanos, no país, o Fórum Econômico Mundial divulgou um dado significativamente nocivo: após uma década de lento progresso, o Relatório de Desigualdade Global de Gênero de 2017 apresentou um aumento das desigualdades entre homens e mulheres, em todo o mundo.

O estudo aponta que, em 2017, 68% da desigualdade de gênero foi combatida contra 68,3% do ano passado.

O índice de piora parece pouco, mas traz uma medida nada otimista: os quatro pilares do estudo, acesso à educação, saúde e sobrevivência, oportunidade econômica e empoderamento político, apresentaram piora na comparação ao ano anterior.

Perceba o quanto o índice é alarmante: pelo cálculo atual, seriam necessários 100 anos para acabar com a desigualdade de gênero no mundo. Em 2016, a previsão era de 83 anos.

A pior situação é a do mercado de trabalho: a organização estima que serão necessários 217 anos para acabar com a desigualdade mesmo com mais da metade dos 144 países pesquisados tendo melhorado no ítem nos últimos 12 meses.

O tempo é a maior diferença registrada em quase uma década. Segundo o Fórum Econômico Mundial há uma diferença econômica de 58% entre os sexos.

DESIGUALDADE DE GÊNERO NO BRASIL

O Brasil caiu 11 posições em apenas um ano no Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2017, ficando na posição de número 90 (o pior resultado desde 2011) em um total de 144 países. Em relação à primeira edição da pesquisa, em 2006, a queda foi de 23 posições.

 

A queda na participação feminina na política do Brasil foi decisiva para a piora nos índices. Há de se ressaltar, no entanto que o relatório destaca que o Brasil diminuiu as diferenças de gênero na área de educação.

No Brasil, as mulheres recebem, em média, 24% a menos do que os homens para exercer as mesmas funções.

Na América Latina, o país mais bem classificado é a Nicarágua, em sexto lugar, seguida pela Bolívia, em 17º.

AINDA HÁ MUITO A SER CONQUISTADO

De acordo com a organização, nenhum país eliminou a disparidade salarial entre homens e mulheres. Para analisar o cenário, o Fórum analisou dados de instituições como a Organização Internacional do Trabalho, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e da Organização Mundial da Saúde.

O país com melhor colocação no índice geral foi a Islândia, que resolveu 88% na desigualdade de gênero, e permanece no topo da lista há nove anos. Em seguida vêm Noruega, Finlândia, Ruanda e Suécia.

O relatório indica que, se a lacuna de gênero na área econômica em todo o mundo fosse reduzida a 25% até 2025, haveria um acréscimo de US$ 5,3 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) global. Ainda segundo o relatório, o fim diferenças salariais poderia resultar em US$ 250 bilhões adicionais para o PIB da Grã-Bretanha, e US$ 1,7 bilhões para o PIB dos EUA e US$ 2,5 trilhões para o PIB da China

“Em 2017, não deveríamos estar vendo um progresso em direção à paridade de gênero ser revertido. Igualdade de gênero é tanto moral quanto um imperativo econômico. Alguns países entenderam isso e estão vendo os dividendos das medidas proativas que tomaram para tratar suas disparidades de gênero”, informou a chefe de Educação, Gênero e Trabalho do Fórum Econômico Mundial, Saadia Zahidi, no comunicado da organização.

Anúncios
Anúncios

Horário e informações

1-202-555-1212
Almoço: 11:00 às 14:00
Jantar: Segunda a quinta, de 17:00 às 23:00, sexta a sábado, de 17:00 à 01:00