Amamentação e Saúde Mental: um diálogo NECESSÁRIO

mãe amamentando criança
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Dentre os grandes objetivos que almejava ao criar este site, um deles era poder promover diálogos com as mais diversas áreas e especialidades do cuidado e da promoção de saúde mental.

Para isto, sempre que houver algum tema que julgar relevante, irei propor um diálogo sobre ele com colegas das mais diversas especialidades e os trarei em forma de textos, podcasts, vídeos, entrevistas…

A ideia é mostrar que há cuidado e promoção de cuidado em saúde mental desde as primeiras horas do bebê até as últimas horas de vida de cada ser humano.

Para dar início a estes diálogos, nada melhor do que tratar de uma temática que nos aparece logo nas primeiras horas de vida de cada um: a amamentação.

Você pode, de ímpeto, se questionar: mas o ato de amamentar tem alguma relação com saúde mental? E a resposta que temos é: SIM!

Para este primeiro diálogo, aproveitando a SEMANA MUNDIAL DA AMAMENTAÇÃO (Agosto Dourado), convidei a enfermeira e consultora em amamentação Hévylla Feitoza. Tivemos uma conversa em que abordamos diversas temáticas, as quais serão postadas no decorrer da semana, em partes.

Muito se fala em mães que rejeitam seus bebês, mães que possuem o leite fraco, bebês que mordem com força o seio materno, de feridas nos seios, de dores, sangramentos, de que bebês sentem sede se tomarem apenas o leite materno. Apesar de ser uma temática que nos acompanha desde os primórdios, percebemos que ainda é toda envolvida em tabus.

Passando da relação bebê/ seio para o contexto familiar em que essa mãe e esta criança estão inseridas, ainda temos a presença da figura paterna (ou de quem exerça esta função, independente do gênero), de mitos familiares, histórias que são passadas de geração em geração, a família da mãe e suas crenças, a família do pai e suas crenças, os irmãos deste bebê que também podem demandar cuidados dos pais, a possível figura de uma babá e tantos outros aspectos.

Passando de um contexto familiar para um contexto social, temos também, cada dia mais, a inserção da mulher no mercado de trabalho e as cobranças que esta inserção demanda. Temos mulheres ocupando altos cargos, empresárias que não podem deixar seus negócios de lado, ou pessoas com menor poder aquisitivo que necessitam trabalhar para manterem suas vidas e suas casas. Vivemos em uma sociedade do espetáculo, que, diariamente, cobra de todos corpos magros e saudáveis e, obviamente, cobra que esta mãe retorne ao corpo anterior à gravidez, por questões estéticas, de auto-estima, autoafirmação e tantas coisas mais.

Além disto, ainda temos epidemias de doenças, como a Zyka e sua relação com casos de bebês com microcefalia, que tanto assustou e assusta as mães brasileiras, casos de gravidez de risco, casos de depressão pós-parto ou de adoecimento em saúde mental prévio à gravidez, casos de gravidez indesejadas, falta de apoio familiar e mais tantos outros contextos que poderão influenciar a saúde mental da mãe e do bebê, bem como deixar marcas por toda a vida destes dois.

Todos esses assuntos foram discutidos traçando um paralelo entre psicologia, psicanálise, enfermagem e saúde mental e será um imenso prazer trazê-los para leitura.

Amanhã traremos a primeira parte desta conversa, aqui.

Por hora, acesse a página da Hevylla Feitoza (clique aqui) e a minha página (clique aqui) e conheça um pouco mais do nosso trabalho!

Bruno Sampaio

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