Pesquisa indica que pessoas com Transtorno Bipolar “envelhecem” mais rápido.

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Pesquisa publicada pelo New King`s College (Telômero Length and Bipolar Disorder) indicou que pessoas com transtorno bipolar podem envelhecer mais rápido do que a população geral. O estudo foi publicado na revista científica Neuropsychopharmacology.

O achado sugeriria o porquê de algumas doenças que podem ser relacionadas ao envelhecimento são maiores entre pacientes com transtorno bipolar comparado à população geral, tais como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e obesidade.

Para realizar o estudo, pesquisadores realizaram uma análise cromossomial de pacientes bipolares, parentes destes pacientes e pessoas saudáveis.

Fora encontrado que os pacientes com transtorno bipolar possuem telômeros mais curtos. Telômeros são estruturas presentes no final de cromossomos que protegem o DNA do envelhecimento.

Comparado a pessoas sem diagnóstico de transtorno bipolar, os pacientes também possuiam telômeros mais curtos. A pesquisa indicou que fatores genéticos podem ser uma das causas do envelhecimento acelerado destas pessoas.

De todo modo, para além de um estudo genético, vale salientar que o transtorno bipolar é relacionado a uma extensa quantidade de outras condições comórbidas, sendo este, das condições em saúde mental, uma das mais significativas, senão a mais significativa no que se refere à maior quantidade de condições comórbidas coexistentes (clínicas e psíquicas).

Curiosidade:

O transtorno bipolar possui grande incidência concomitante com transtornos alimentares, desta forma, não é de se espantar um estudo que correlaciona o transtorno bipolar com a obesidade e/ou a diabetes tipo II.


Resumo do artigo traduzido:

A variação no comprimento dos telômeros é hereditária e atualmente é considerada um biomarcador promissor de susceptibilidade para distúrbios neuropsiquiátricos, particularmente por sua associação com a função da memória e a morfologia do hipocampo. Aqui, investigamos o comprimento do telômero em relação ao risco familiar e à expressão da doença no transtorno bipolar (TB). Utilizamos PCR quantitativos e um método de sequência telômero-seqüência-seqüência de genes-seqüência de genes para determinar o comprimento de telômero em DNA genômico extraído de esfregaços bucais de 63 pacientes com TB, 74 parentes de primeiro grau (49 parentes não possuíam psicopatologia vitalícia e 25 Teve um transtorno de humor não TB) e 80 indivíduos saudáveis ​​não relacionados. Os participantes também foram submetidos a imagens de ressonância magnética para determinar os volumes do hipocampo e a avaliação cognitiva para avaliar a memória episódica usando o teste de associados em pares verbais. O comprimento do telômero foi menor em parentes psicologicamente bons (p = 0,007) em comparação com participantes saudáveis ​​não relacionados. O comprimento do telômero também foi menor em parentes (independentemente do estado psiquiátrico, p <0,01) e pacientes com TB não em lítio (p = 0,02) em comparação com pacientes tratados com lítio com TB. Em toda a amostra, o comprimento dos telômeros foi positivamente associado ao volume do hipocampo esquerdo e direito e com atraso na recuperação. Este estudo fornece evidências de que o tamanho do telômero reduzido está associado ao risco familiar de TB.

Acesse aqui o artigo:

http://www.nature.com/npp/journal/vaop/ncurrent/full/npp2017125a.html?foxtrotcallback=true


banner do site profissional do psicólogo e psicanalista Bruno Sampaio, Fortaleza, Ceará

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