Papa Francisco revela ter frequentado psicanalista: revelação ajuda a quebrar tabus que ainda existem.

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Ainda que não tenha sido o seu principal objetivo, o Papa Francisco deu uma declaração que ajuda de modo EXTREMAMENTE POSITIVO a desmistificar e a desestigmatizar as questões que ainda envolvem a psicologia e a psicanálise.

Em um conjunto de entrevistas compiladas, que serão publicadas em um livro na próxima semana, o Papa Francisco revelou que, quando tinha cerca de 42 anos, frequentou sessões semanais de psicanálise no consultório de uma médica e psicanalista judia.

O papa relata que procurou a profissional para “esclarecer algumas questões”:

“Durante seis meses fui à casa dela [psicanalista] uma vez por semana para esclarecer algumas coisas. Ela era médica e psicanalista. Estava sempre presente”. Ela era muito boa, muito profissional. Ajudou-me muito num momento da minha vida em que precisava de consultas”.

A revelação foi feita para o novo livro de entrevistas e do investigador Dominique Wolton, Papa Francisco: Encontros com Dominique Wolton: política e sociedade.

O portal Telegraph relata que Papa Francisco deverá ser o primeiro papa da história a admitir que frequentou um psicanalista o que pelo menos admite o que fazê-lo:

“Houve uma mudança gradual de atitudes em relação à psicoterapia dentro da Igreja Católica desde os anos 1970”, explica Robbert Mickens, editor do jornal católico La Croix, em declarações ao Guardian.

O chefe da igreja católica também fala sobre sua saúde mental e afirma que agora, aos 81 anos, se sente livre, apesar das restrições que são impostas pela sua própria condição de líder da igreja católica:

“Claro que vivo numa gaiola no Vaticano, mas não espiritualmente. Nada me assusta.”

Robbert Mickens, editor do jornal católico La Croix, em declarações ao Guardian, relata:

“É muito comum na formação de padre, sobretudo no mundo ocidental, que sejam sujeitos a uma avaliação psicológica antes do acesso a seminários ou dioceses”.

Em suma, esta atitude do Papa, afirma um jornal português, acaba por demonstrar o óbvio, que é frequentemente negado:

Que Deus não é a solução para todos os problemas — e que a ajuda psicológica também é necessária.

Em uma breve análise das matérias publicadas, também vale ressaltar que a psicanalista a qual o papa frequentou não pertencia a sua mesma religião, o que torna ainda mais claro que a psicanálise (e as psicoterapias) é trabalhada de forma ética e independe das questões pessoais do paciente e do analista.

No livro, o papa ainda fala sobre outras questões como guerra, questões políticas e culturais, divórcio, homossexualidade, dentre outros temas.

Em tempo:

As diretrizes atuais do Vaticano para serem usadas nos seminários para treinar futuros padres descrevem os psicólogos como importantes para a avaliação da saúde psicológica dos candidatos.


link para o site profissional do psicólogo e psicanalista bruno sampaio, de fortaleza, ceará

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