Moana consolida mudança da Disney na abordagem de personagens femininos!

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NOTÍCIA OPINIÃO

Moana Bruno Sampaio, Fortaleza, Ceará
A Disney, ao longo dos anos, vem consolidando um forte trabalho no campo da igualdade de gêneros e também no que se refere à representação social de multiplicidades étnicas em boa parte de suas produções. Já havia abordado, aqui no blog, a questão da transexualidade trazida por um personagem do filme “Procurando Dory”, sendo este o primeiro personagem transgênero criado por um estúdio de animações.
Reforçando a linha de personagens femininos empoderados e independentes, que são um contraponto às princesas outrora representadas em posições passivas e sempre à espera de um príncipe encantado, Moana, aposta da Disney em 2017, também traz elementos étnicos de representatividade, que podem ser facilmente percebidos nos traços da protagonista, com seus belos cabelos crespos e soltos, na cor da sua pele, em suas feições e em tantos outros elementos culturais trazidos.
Moana e sua avó, Tala (Foto: Divulgação) Bruno Sampaio, Fortaleza, Ceará
Nas entrelinhas, ainda que se passe sem ser notado, a gigante da indústria cinematográfica traz em seus filmes a mensagem de que também há princesas com cabelos crespos, com diversos tons de pele, com braços e pernas mais cheios, como os de Moana, ou com traços orientais, indígenas ou tantos outros e que além desta multiplicidade física retratada, estas personagens também podem ser fortes, donas de suas vidas, chefes de seu povo e responsáveis pelo seu destino, lugar que, durante muito tempo, pareceu não ser reservado às meninas, que encontraram, por décadas, representantes submissas, passivas e idealizadas nos filmes de princesas.

Traz a reportagem do G1:

Moana’ consolida mudança na Disney com princesa sem príncipe e vestidão: Protagonista polinésia é independente e não faz o tipo barbie.”

 “Não é de hoje que a Disney tenta adequar seus personagens a uma sociedade em que igualdade e diversidade são palavras mais em voga do que nunca. No quesito princesas, tornou-as mais fortes, corajosas e independentes de “Pocahontas” (1995) a Elsa (“Frozen”, 2013), passando por “Mulan” (1998), Tiana (“A princesa e o sapo”, 2009) e Merida (“Valente”, 2012). Muitas, porém, mantiveram aspectos da época das donzelas em apuros, com vestidões e a devoção aos seus príncipes.”

(Acesse notícia do portal G1)

Moana criança em cena do filme (Foto: Divulgação)
 Mesmo sem ser a proposta exata do filme, Moana cumpre forte papel social no campo da inclusão em diversos aspectos e isto, por si, merece ser destacado. Embora possa parecer pouco, afinal – podem argumentar- trata-se dos traços do desenho de um filme infantil ou de comportamentos de uma personagem de filme infantil e isso pode parecer banal, mas são exatamente com estes personagens infantis que as crianças se relacionam, criam suas fantasias, desejam brinquedos, compram roupinhas, ou seja, em resumo: será a partir destes personagens de força e empoderamento feminino que as meninas poderão se identificar e que os meninos também já terão a possibilidade de reconhecer este lugar social de igualdade e de possibilidades iguais.
E, através de um “simples ato” de assistir a um filme, acaba se abrindo espaço para uma sociedade mais inclusiva e com direitos, deveres e possibilidades iguais para todos.

Vale conferir!

Bruno Sampaio.

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