Maria Luiza, primeira mulher transgênero das forças armadas brasileiras, virará filme.

Fonte: Correio Braziliense.

Anúncios

No início de 2018, estreará um filme que relata a história da vida de Maria Luiza, o primeiro caso de uma pessoa assumidamente transexual nas Forças Armadas do Brasil.

Ainda que já tenha 10 anos, a decisão judicial que garante a Maria Luiza o direito de pertencer ao sexo feminino, tal decisão não foi suficiente para superar preconceitos e humilhações: Maria Luiza tenta, até hoje, voltar a servir a aeronáutica, direito este que lhe foi tomado.

Maria Luiza já venceu na primeira e na segunda instância e falta a posição do Superior Tribunal de Justiça.

O drama vai ser dirigido pelo cineasta Marcelo Diaz, que se refere ao filme como uma história de busca por respeito, afeto e felicidade, bem como com um grande potencial de tocar muita gente, além de abordar a questão de gênero e o preconceito nas Forças Armadas.

Um breve histórico de Maria Luiza.

2000 – Maria Luiza era cabo da Aeronáutica e atuava como mecânico de aeronaves. Recebeu, neste ano, diagnóstico da junta médica das Forças Armadas, que afirmava:

Atrofia testicular por provável ação medicamentosa. Transexualismo”. E a decisão de afastá-la de vez da corporação, depois de 22 anos de atividades como mecânico de aeronave, condecorado pela corporação, sem nenhuma falta ou mácula na vida militar: “Incapaz, definitivamente, para o serviço militar. Não é inválido. Não está impossibilitado total ou permanentemente para qualquer trabalho. Pode prover os meios de subsistência. Pode exercer atividades civis.

Em resumo: Luiza é capaz de trabalhar plenamente, porém não é capaz de trabalhar plenamente para as forças armadas por ser  uma mulher transgênero. No mínimo, contraditório. Desta forma, fora aposentada à contragosto e com metade de seu salário.

2005 – Fez a cirurgia de redesignação sexual, feita com autorização do Ministério Público do DF, em um hospital público de Goiânia.
2007 – A juíza Lilia Simone Rodrigues da Costa Vieira reconheceu o direito de Maria Luiza pertencer ao sexo feminino e determinou a retificação do sexo na certidão de nascimento. Vale aplaudir a o posicionamento humano da juiza, que afirmou:

“O sexo é atributo da personalidade, sendo dela parte integrante. Negando-se o direito de alguém ter o sexo correspondente ao órgão que atualmente possui é sonegar o direito de ser feliz, de ter esperança, de acreditar na vida, de viver com dignidade”.

2010 – Juiz Hamilton de Sá Dantas determinou que a aeronáutica reintegrasse Maria Luiza ao quadro, no entanto, esta não voltou à ativa em função da idade.

Nos dias de hoje – Atualmente, Maria Luiza tem o salário pela metade e luta judicialmente para permanecer no apartamento funcional, que a aeronáutica também tem o desejo de tomar.

A obra se encontra 80% concluída, faltando apenas o acabamento. O cineasta recolhe ajuda para o financiamento. Caso deseje ajudar, acesse a página da produtora Diazul no Facebook:

facebook.com/diazuldecinema


www.brunosampaiopsi.com.br

Anúncios
Anúncios

Horário e informações

1-202-555-1212
Almoço: 11:00 às 14:00
Jantar: Segunda a quinta, de 17:00 às 23:00, sexta a sábado, de 17:00 à 01:00