Futebol e saúde mental: afastado por depressão, o caso do jogador Nilmar não é único.

Jogador de futebol diagnosticado com depressão
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Matéria do ESPN
Depressão entre jogadores de futebol. O assunto veio à tona com o pedido de afastamento do jogador Nilmar, do Santos, na semana passada. Diagnosticado com a doença, não por acaso, mas porque teve acesso a um profissional de psicologia. O caso revela uma exceção no futebol brasileiro. Entre os 20 clubes da série A do Brasileiro, apenas seis têm psicólogos dedicados exclusivamente ao time profissional.

Atlético-PR, Flamengo, Santos, São Paulo, Sport e Vasco são as equipes que mantêm trabalho contínuo e diário com psicólogos. Os profissionais participam da rotina e de praticamente todas as conversas do grupo. Fazem relatórios, têm conversas individuais e recebem encaminhamentos feitos pelas comissões técnicas. Os jogadores não são obrigados a conversar com os profissionais, mas têm à sua disposição um ambiente propício ao tratamento, sempre que precisam.

O Atlético Goianiense começou um trabalho, há dois meses, com uma psicóloga. A ideia é que ela seja exclusiva do profissional, mas a atuação ainda está em fase de implantação.

A psicóloga que diagnosticou Dilmar relata que no início do seu trabalho os jogadores não a procuravam com frequência, tinham receio e vergonha de admitirem que estavam passando com um psicólogo. Mas após verem os resultados práticos da sua atuação, ficaram mais à vontade.

O argentino Miralles, que esteve sob seus cuidados em momentos delicados da vida profissional, ajudou bastante na aceitação com o restante do grupo. Quando via a psicóloga na beirada do gramado, ele a cumprimentava efusivamente. O gesto, na presença de todo o grupo, ajudou a “quebrar o gelo” do trabalho que ela desempenhava. Outro argentino, o meia Vecchio, além de Felipe Anderson, também ajudaram a aceitação do trabalho ao falarem abertamente sobre o assunto. Em coletivas, disseram que a psicóloga teve papel importante em suas recuperações de problemas vividos na carreira.

O preconceito ainda é soberano, no campo, relata um funcionário que lida diretamente com os jogadores de um dos clubes ouvidos:

“Existem vários atletas com sintomas de depressão e síndrome do pânico. Mas eles mesmos são resistentes em assumir isso, pois soa como fraqueza ou eles têm medo de perder lugar no time”.

Muitas equipes têm psicólogos para casos pontuais, são profissionais que geralmente atuam com as divisões de base e são chamados para atendimentos esporádicos. Há casos em que os treinadores exigem a contratação de um psicólogo, como Petkovic no Vitória. Mas após a saída do técnico, o profissional foi dispensado.

Em algumas equipes, há a figura do “coach”, que não é um psicólogo, mas alguém que atua na motivação dos atletas. É o caso do Cruzeiro. E também do Bahia, quando Guto Ferreira era o treinador. O coach fazia parte dos profissionais exigidos pelo treinador.

A diferença entre um psicólogo e um coach é que o segundo não precisa ter formação acadêmia na psicologia. Ele também não pode fazer diagnósticos na área, nem tratar qualquer psicopatologia ou questões comportamentais.

Em agosto do ano passado, o Conselho Federal de Psicologia publicou uma nota para esclarecer as diferenças na atuação de um psicólogo voltado para a Ciência do Esporte e o trabalho de coaching. Clique aqui para ler.


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