Especial Setembro Amarelo: anorexia e o suicídio

ginasta saúde mental
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O caso da esportista Yulia Lipnitskaya, aposentada precocemente por conta da anorexia, pode ilustrar e nos trazer um grande ensinamento: já amplamente discutido neste blog, o sofrimento mental pode ser vivido por qualquer pessoa, seja ela pública ou não.

E por qualquer pessoa podemos incluir, inclusive, os nossos grandes referenciais de saúde: os atletas. O caso da medalhista olímpica, aposentada por anorexia, se torna ainda mais icônico quando o analisamos a partir deste ponto específico: a profissão da ginasta. Explico.

Perceba que para a execução da patinação no gelo, sobretudo em um contexto olímpico, é exigido dos competidores de altíssima performance um condicionamento físico único, além de apurada técnica que os diferencie dos outros competidores ao redor do mundo.

Considerado este aspecto, ao nos referirmos aos MEDALHISTAS OLÍMPICOS, estamos, portanto, falando de pouquíssimas pessoas no mundo.

O caso da ginasta se faz icônico por este motivo: mesmo sendo ouro olímpico, de quem se exige todo o preparo físico discutido acima, a percepção de si, do próprio peso e forma, da ginasta é prejudicado. Em outras palavras, apesar de ter um condicionamento físico único, a ginasta se percebe sempre acima do peso.

A anorexia nervosa, segundo a atual edição do DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais), é caracterizada essencialmente por três aspectos: baixa ingestão de alimentos, medo intenso de ganhar peso ou de engordar e perturbação na percepção do próprio peso ou da própria forma.

A ANOREXIA e o SUICÍDIO

O caso da ginasta foi escolhido para o Especial Setembro Amarelo por um fator extremamente preocupante: dentre os transtornos alimentares, a anorexia nervosa é considerado o mais mortal.

Pesquisas indicam que a anorexia nervosa é o transtorno psiquiátrico mais letal, com taxa de mortalidade de 5,86 vezes maior do que a população “normal”, o que representa o dobro de risco de morte do que esquizofrenia e três vezes mais risco de morte do que transtorno bipolar.

Em relação às taxas de suicídio, a anorexia tem um risco particular: um a cada cinco mortes (20%) de pessoas com anorexia são devidas ao suicídio.

Apesar dos dados assustadores, vale ressaltar que, se adequadamente tratadas, as pessoas diagnosticadas com anorexia podem ter uma vida normal como qualquer outra pessoa. Os casos tratados por equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, psiquiatras e nutricionistas, principalmente, costumam apresentar melhores resultados.

ESPECIAL SETEMBRO AMARELO

Procure ajuda: falar é a melhor solução.


link para o site profissional do psicólogo e psicanalista Bruno Sampaio, de Fortaleza, Ceará

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