Carmem Lúcia fala sobre machismo na mais alta instância do judiciário brasileiro

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Presidente do STF relata pesquisa internacional que fala sobre desigualdade de gênero no mundo jurídico.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmem Lúcia, reagiu a uma brincadeira do ministro Luiz Fux, que “cedeu” a palavra à ministra Rosa Weber em momento cuja palavra lhe pertencia por direito constitucional.

A ministra trouxe para discussão um estudo que indica que ministras mulheres da Suprema Corte dos EUA são até dezoito vezes mais interrompidas por outros ministros e advogados, homens e mulheres, do que os ministros homens da mesma corte.

O estudo (acesse aqui) aponta que no ano de 2015, 65% das interrupções de fala foram dirigidas às ministras mulheres. Ressalte-se que a Corte americana possui, ao todo, 9 ministros, sendo 3 destes mulheres. Sendo assim, chegamos ao alarmante cenário em que estes  65% de interrupções são direcionados às mulheres, que ainda são minoria (1/3) na Suprema Corte Americana.

Tal prática, denominada de manterruption (homem interrompe, em tradução livre), termo surgido em 2015, em artigo do jornal The New York Times, é bastante comum e, por vezes, passa até desapercebida. Consiste, em geral, de mulheres serem impedidas, por outros homens, de concluir suas falas, durante reuniões formais ou até mesmo em conversas informais.

Assista ao vídeo:

O comportamento é tido como uma forma de machismo não-violenta e, por consequência, perpetra a desigualdade de gênero entre homens e mulheres. Se tais diferenças podem ser tão claramente visíveis na mais alta instância do poder jurídico de nosso país, podemos ter a noção do que é vivido, diariamente, por mulheres que sequer ocupam posição de prestígio e enorme poder.

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