Duros na queda: 4 celulares antigos que ririam da sua capinha protetora


Se o dono de um smartphone hoje não pode nem sonhar em derrubar o aparelho, correndo o risco dele virar paçoca, um celular antigo em sua maioria daria risada enquanto quicava de um lado para o outro. Claro que não dá para comparar recursos disponíveis, uma bateria de semanas não é grande vantagem se o máximo de entretenimento era o jogo da cobrinha, mas convenhamos, alguns aparelhos eram tão resistentes que ganharam a fama de indestrutíveis.

Mjolnir Nokia 3310 / celular antigo

4 exemplos de celular antigo quase indestrutíveis

A lista a seguir traz quatro celulares antigos extremamente resistentes, do tipo que não tinham capinha porque isso não faria o menor sentido. O critério aqui foi o de privilegiar modelos que não foram projetados com a questão da durabilidade e resistência em primeiro plano, o que elimina aparelhos como os Galaxy S Active, derivada da principal linha de celulares da Samsung.

Coincidência ou não, temos dois exemplos da Nokia e dois da Motorola.

1. Nokia 3310

Nokia 3310 / celular antigo

Não dá para começar por outro aparelho que não o próprio meme feito celular, o Nokia 3310. Lançado originalmente em setembro de 2000, ele era um aparelho apenas GSM (pergunte a seus pais) e se tornou um sucesso, ao ponto de figurar entre os celulares mais vendidos de todos os tempos (126 milhões de unidades, segundo a Nokia). Entre seus aplicativos, destacam-se os incríveis Agenda, Calendário e jogos como Snake e Jogo da Memória.

Seu sucesso se deve tanto à construção simples, abrindo mão do design flip popularizado pelo Motorola StarTAC e trazendo um corpo sólido e bem construído, como à combinação do teclado numérico e botões de navegação padrão e bateria de longa duração, para a época (níquel de 900 mAh ou lítio de 1.000 mAh).

No entanto, sua resistência acima da média é digna de nota, mesmo com vários exageros da comunidade, alguns testes mostram que o bichinho era durão.

O design do 3310 acabou inspirando a Nokia a investir mais em celulares resistentes, o que levou ao lançamento do Nokia 800 Tough em 2019, que conta com certificação militar. Já a nova versão nem de longe aguenta porrada como o original.

2. Linha Motorola DynaTAC

Martin Cooper e aparelhos da linha Motorola DynaTAC / celular antigo

O Motorola DynaTAC foi o primeiro telefone celular disponível para o público geral em 1984, o mesmo ano em que a Apple lançou o Macintosh. No entanto, a primeira ligação usando um aparelho do tipo foi feita em 1973, pelo engenheiro da Motorola Martin Cooper (foto), efetivamente o criador do celular. Seu tamanho exigia que sua construção fosse extremamente sólida, afinal, ele não era nada barato.

Aos olhos do público de hoje o DynaTAC, em suas várias versões é uma aberração, efetivamente um “tijolo” (é maior, na verdade), mas na época em que ele foi lançado, causou uma revolução entre os clientes corporativos, que ou se viraram com linhas fixas ou gastavam rios de dinheiro para implementar um telefone em seus carros, algo com que só os muito ricos podiam arcar.

O preço inicial de US$ 3.995 (US$ 9.865, ou R$ 40.057 em valores de hoje) também ajudou a torná-lo popular, guardadas as devidas proporções.

O DynaTAC foi substituído, em 1989, pelo Motorola MicroTAC, que era bem menor. Este, por sua vez, deu lugar ao mais conhecido StarTAC, lançado em 1996. Como de se esperar do primeiro celular do mundo, ele era apenas um telefone. Claro que considerando a época, estava bom até demais.

3. Nokia 5110

Nokia 5110

Lançado em 1998, o Nokia 5110 foi um dos aparelhos mais populares da companhia finlandesa. Ele era um celular antigo com características bem robustas, como uma bateria de longa duração e um corpo sólido, mas era bastante resistente, mais do que qualquer outro concorrente da época, que preferiam usar o design flip.

Como Arthur C. Clarke deixou claro em A Cidade e as Estrelas, “uma máquina não pode conter partes móveis”, porque é ali que ela irá quebrar. Nesse sentido, a Nokia fez o dever de casa.

O 5110 foi muito popular, principalmente no Brasil, por ter sido o primeiro celular customizável: a capa frontal podia ser trocada por variantes coloridas, com desenhos e etc. Ele também foi o primeiro a trazer o jogo Snake na memória, além de suportar a inclusão de toques polifônicos (pergunte a seus avós).

Muito do design do 5110, incluindo sua resistência excepcional, foi reaproveitada no seu sucessor direto Nokia 3210 (o primeiro a abandonar a antena proeminente, um de seus poucos pontos fracos) e no que veio depois, justamente o Nokia 3110.

4. Moto Maxx

Moto Maxx

Entre os smartphones, o Moto Maxx foi uma solução em si mesmo, criado para prover uma duração de bateria acima da média do mercado. Porém, ele também se destacava por ser um celular antigo a rodar Android (o único desta lista) mais resistente que seus concorrentes.

Um dos primeiros aparelhos “super premium”, o Maxx trazia traseira de kevlar e nylon balístico, mas mesmo sem o display ShatterShield introduzido apenas no Moto X Force, ele resistia muito bem a choques e quase era imune a riscos.

Mesmo eu, um estabanado incorrigível não consegui causar um dano sequer no Moto Maxx. Até seu detalhe mais bizarro, o leitor de cartões localizado no botão de Volume (que era removível) não apresentou problemas e continuou funcionando até o aparelho ser eventualmente aposentado.

Por fim, sua bateria de 3.900 mAh e uma autonomia de supostas 40 horas eram um diferencial e tanto em 2014.



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About the Author: Marisa Ferreira

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