Lua da Terra poderá “fugir-nos” e tornar-se num “Ploonet”, dizem os investigadores


Provavelmente já ouviu falar de Lua da Lua, cenário que os cientistas querem chamar de satélite da Lua. Contudo, alguma vez ouviu falar de ploonets? Segundo os astrónomos, há luas que escaparam da órbita do planeta hospedeiro. Posteriormente estas passam a gravitar em torno da nova estrela hospedeira. A nossa Lua, também pode “fugir” da Terra.

Astrónomos estão a propor uma nova classe hipotética de objetos cósmicos chamados de ploonets.

Ilustração de um cenário que daria a Lua de uma Lua e de ploonets.

Mas o que são os ploonets?

Conforme foi dado a conhecer, a palavra ploonets resulta do cruzamento entre a Lua e o planeta. Desta forma, a existência deste novo objeto cósmico poderia ajudar a explicar a razão de ainda não ter sido encontrada nenhuma exolua.

Um novo artigo submetido à Monthly Notices da Royal Astronomical Society, refere o seguinte: exoluas, que orbitam gigantes exoplanetas do tamanho de Júpiter noutros sistemas planetários, poderia, ser expulsas para fora da órbita através de interações gravitacionais.

A partir desse ponto, estes astros poderiam tornar-se sementes planetárias ou protoplanetas… os tais ploonets.

 

Jogo de simulações

Os Jupiters quentes são uma classe de exoplanetas que orbitam incrivelmente perto das suas estrelas hospedeiras. No entanto, alguns astrónomos acreditam que estes se formaram na periferia dos seus sistemas solares e migraram para dentro.

De acordo com o novo estudo publicado a 27 de junho no arXiv, os investigadores detalham as suas simulações do que poderia acontecer se um Júpiter quente começasse a migração com uma lua a reboque.

Com base nas simulações, cerca de 48% das exoluas desanexaram-se dos seus Jupiters quentes e começavam a orbitar as suas estrelas – como ploonets.

 

Muitas coisas poderiam ser explicadas

A equipa acredita que ploonets poderiam explicar vários fenómenos astronómicos incomuns. Por exemplo, esta poderia ser a explicação para a água de uma lua gelada que evapora à medida que escapa da órbita do seu planeta e se move em direção à sua estrela, dando ao ploonet uma cauda como a de um cometa.

Num outro cenário a passagem do ploonet através da sua estrela pode explicar o cintilar de algumas estrelas. Além disso, a colisão de um ploonet com o seu antigo hospedeiro poderia criar detritos que pudessem explicar os estranhos anéis encontrados em torno de alguns exoplanetas.

Estas estruturas [anéis e cintilantes] foram descobertas, foram observadas. Acabámos de propor um mecanismo natural para as explicar.

Referiu o investigador Mario Sucerquia à Science News.

 

Telescópios ainda não detetaram a assinatura dos ploonet.

Um pequeno ploonet poderia ter uma órbita stressante ao redor de uma estrela. Este perderia massa na evaporação da sua atmosfera e criava a assinatura distinta na luz emitida pela vizinhança da estrela. Essa tal assinatura ainda não foi detetada pelos telescópios. Contudo, observações recentes de misteriosas emissões de luz em redor de distantes estrelas quentes poderiam ser explicadas pela aparição e mortes prolongadas dos tais ploonets.

Com base nas simulações dos investigadores, os ploonets também têm vida útil extremamente curta. De acordo com as simulações astronómicas, cerca de 50% colidem com a sua estrela ou com o seu formado planeta hospedeiro em meio milhão de anos, enquanto outras enfrentam o mesmo destino após um milhão de anos.

Na verdade, não foi conseguido explicar a razão se ainda não ter sido encontrado nenhum.

A nossa Lua é uma boa candidata a tornar-se um ploonet, uma vez que se afasta da Terra quatro centímetros por ano. Por outro lado, se o ritmo se mantiver constante, o nosso satélite não se soltará da órbita da Terra durante pelo menos 5 mil milhões de anos.

 





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