A Plague Tale: Innocence – Análise – mundo apocalíptico

A Plague Tale: Innocence é uma boa surpresa, uma aventura capaz de nos agarrar desde o primeiro momento até aos créditos finais. Não que outros jogos surtam o mesmo efeito, mas este título dos franceses Asobo Studio, cujas produções mais recentes se centraram exclusivamente na consola da Microsoft, sendo ReCore e Disneyland Adventures alguns dos títulos mais emblemáticos dessa parceria, não beneficiou de elevados orçamentos, campanhas promocionais, acções de marketing e publicidade, nem o estúdio é tão grande que permita atingir outros patamares em termos de valor de produção. Se quisermos usar uma linguagem desportiva alinhada com a recente história da Liga dos Campeões, estamos perante uma espécie de Ajax dos jogos de aventura, acção e "stealth" na terceira pessoa.

Daí que o jogo esteja a ser recebido por entre surpresa e aclamação, com inteira justiça, diga-se. O jogo fora anunciado em 2017, para o PC e plataformas, mas até há pouco tempo nunca se soube muito sobre o seu estado e evolução. Felizmente, estamos perante um jogo que seguramente irá estar entre os melhores do ano, uma proeza que dificilmente será diluída na série de lançamentos previstos até ao final do ano.

Mais importante no êxito desta proposta é a definição do tempo e ambiente conjugado com as mecânicas de acção "stealth" e puzzles, o que acaba por distinguir A Plague Tale de Last of Us, por exemplo, embora sejam perceptíveis semelhanças. Apenas faltou ao Asobo Studio aquele extra de produção que tornaria o jogo imaculado, dotado de uma jogabilidade ainda mais polida e um tratamento visual ainda melhor. Mas há em termos narrativos uma coesão tão grande e um alinhamento em torno dos dois irmãos que se vêem numa missão com contornos de cooperativa, numa era marcada pelas trevas, que isso acaba por suplantar as arestas por limar do ponto de vista técnico. O que perde, ou fica por atingir nesses termos, é compensado por um valioso "setting" e por um elemento fundamental posto à prova ao longo da aventura, que é a ligação entre dois irmãos.

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About the Author: Leonardo Pinto

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